S/4Hana e o futuro inevitável das empresas

Imagem de um horizonte com o S4/Hana aparecendo como um horizonte inevitável

“A questão não é SE as empresas vão converter o SAP ECC para S/4HANA, mas QUANDO”, essa foi a conclusão apresentada pela SAP na divulgação do relatório SAP Customers on the Move to SAP S/4HANA, realizado com 300 clientes da companhia alemã. Será que esse é um futuro inevitável para todas as empresas?

Uma questão a ser respondida

A pesquisa de mercado realizada pelo IDC apontou que 18% das empresas estão com o projeto de implantação do SAP S/4HANA em andamento; 9% já usam o novo sistema e 73% planejam converter ou realizar uma nova implantação nos próximos anos. Também destaca que 54% dos clientes planejam migrar de versão até 2024.

Contudo, ninguém pode obrigar uma empresa a deixar o SAP ECC, nem a usar o S/4HANA, apesar do anúncio do fim do suporte ao SAP ECC, previsto para 2030. CEOs, CIOs e CFOs podem optar por continuar usando o sistema em que investiram tempo e dinheiro em sua implantação, customização e melhoria, ou por converter sua tecnologia e adotar novas práticas com o ERP mais moderno.

A dúvida é: será que ficar com versões anteriores ao 4HANA é a melhor decisão para as organizações, negócios e clientes? A resposta não é óbvia, nem simples. Também não é possível generalizar e responder por todas as empresas de uma só vez. A conversão ou não do ERP exigirá uma análise individualizada. Contudo, se você procura por inovação, automação e outras tecnologias avançadas, então o “sim” será inevitável.

Você precisará argumentar

Na teoria, o SAP 4/HANA é irrevogpavel. Aliás, quanto mais cedo for adotado mais adequada à era da Economia da Experiência estará uma organização. Afinal, a missão do ERP deixa de ser meramente operacional-transacional e passa a ditar o futuro das companhias ao indicar exatamente aquilo que seus clientes esperam delas.

Em mais de 25 anos atendendo clientes SAP percebi, no entanto, que essa conversão tecnológica exigirá uma mudança de mindset dos stakeholders. Atualmente, os diretores são ferrenhos defensores da cultura Data Driven, porém, a maioria se apoia em O-data, dados operacionais e estruturados, transacionais ou intangíveis que podem ser extraídos de seus ERPs.

A (r)evolução do S 4/HANA propõe que a paixão pelos dados seja elevada ao nível do X-Data, dados baseados nos feedbacks de clientes, nos sentimentos e emoções deles. Ou seja, os negócios serão dirigidos em real time, combinando O-Data e X-Data e explorando novas funcionalidades que a tecnologia acrescentará aos serviços e produtos da organização. Se antes os dados davam um overview da empresa, agora eles refletirão exatamente como os clientes a percebem e o que está acontecendo.

A primeira escolha, portanto, é sobre manter os investimentos em add-ons complementares, integrações e continuar adicionando sistemas periféricos ao SAP ECC. Neste caso, o decisor se responsabilizaria por manter sua equipe sempre em busca de inovações capazes de adequar seu ERP ao novo modelo de negócio imposto pelos clientes.

A outra opção seria converter o sistema para o S 4/HANA, sabendo que grande parte dos processos customizados precisarão ser revistos. Além de enfrentar resistências para descontinuar os dados, as rotinas e as operações que perderam a razão de existir ao longo do tempo. Aqui o decisor se responsabiliza por adequar os processos e a tecnologia às melhores práticas de seu mercado, mas terá o apoio de consultorias que compreendem profundamente a nova versão do SAP e suas funcionalidades para alcançar seus objetivos.

Mais uma vez, a resposta parece simples, mas na realidade não é. Por exemplo, com soluções do S4/Hana será possível reduzir consideravelmente o trabalho humano em rotinas e transações usando a robotização (RPA) do próprio SAP. Logo, adotar o S4/HANA significará apostar em menos processos manuais e nas pessoas para serem mais criativas. Já manter o ECC 6 exigirá a contratação de AI, RPA e outras tecnologias para alcançar o mesmo objetivo.

Uma perspectiva

O relatório SAP Customers on the Move to SAP S/4HANA aponta as 5 principais razões dos entrevistados para mover seus sistemas para o S/4 HANA. Elas podem apoiar sua decisão, a saber:

  • Otimizar a estratégia de transformação digital das empresas;
  • Ganhar mais agilidade e velocidade de seu ERP;
  • Garantir inovações com o novo sistema;
  • Escalar rapidamente as suas operações;
  • Manter seu alinhamento com a estratégia da SAP (em minha opinião, o argumento mais débil dos elencados).

Algumas motivações técnicas também foram citadas, como a de consolidar várias instâncias ou ERPs no S/4 HANA, habilitar o sistema de gestão para a transformação digital e transformar a TI em provedora de inovações.

Do meu ponto de vista, o maior receio dos decisores está em perder o que já obtiveram na atual versão do SAP ao converter o sistema. Também está associado a não terem clareza sobre os ganhos que o S/4 HANA proporcionará para o negócio.

Como resposta ao primeiro receio já desenvolvi, com o time de entrega da GSW, uma etapa adicional na metodologia SAP Activate. Seu objetivo é garantir a personalização do 4/HANA para atender os objetivos específicos de cada empresa. Já para o segundo, vamos lançar uma série de artigos, vídeos e materiais tratando cada ganho potencial da nova versão.

Uma provocação

Após ler os dados do IDC fiquei tentado a realizar uma pesquisa para responder às seguintes questões: No Brasil, será que as respostas seriam muito diferentes? As empresas teriam a mesma percepção de benefícios e razões para converter seus sistemas no S/4HANA?

Juro que gostaria muito de fazer esse levantamento. Se você quiser compartilhar comigo suas impressões, expectativas e razões para sua empresa se converter ou não, pode me chamar no LinkedIn ou me mandar um e-mail: pimentel@gsw.com.br.